Principais notícias do mercado agrícola
A European Coffee Federation (ECF) publicou recentemente os dados referentes aos estoques de café nos portos europeus para o encerramento do último bimestre de 2025. O relatório aponta uma dinâmica atípica para o período, especificamente no mês de dezembro, que apresentou uma recomposição de volumes em contraposição à tendência de queda observada na média histórica sazonal. Dinâmica por Variedade e QualidadeO comportamento dos estoques variou conforme a categoria do grão, refletindo fluxos logísticos e de originação distintos ao longo do trimestre: Café Robusta: Após registrar uma retração acentuada entre setembro e novembro, os volumes de Robusta apresentaram recuperação em dezembro. Esse movimento sinaliza uma normalização parcial dos fluxos de entrada após o período de maior restrição observado no início do quarto trimestre. Arábica Natural: Esta categoria manteve um desempenho positivo durante todo o último trimestre de 2025, acumulando saldos favoráveis nos terminais monitorados pela ECF. Arábica Lavado: Diferentemente das demais variedades,…
Confira na íntegra o boletim semanal #86. Caso tenha interesse em receber semanalmente o nosso boletim, entre em contato conosco! Mercado de café: A semana foi de forte valorização nos mercados de café. Em Nova York, o contrato de dezembro do arábica fechou a 334,20 cents por libra-peso, alta semanal de 10,5%. Em Londres, o robusta para novembro encerrou a US$ 4.067 por tonelada, avanço de 15,9%. O movimento refletiu preocupações climáticas no Brasil, a queda nas exportações em julho, o impacto das tarifas norte-americanas e a redução dos estoques certificados, formando um quadro de oferta restrita no curto prazo. Segundo a Sucafina, a tarifa de 50% dos EUA sobre o café brasileiro pressiona spreads e limita a oferta, já que produtores seguram vendas da safra 2025/26. Torrefadores americanos, que apostavam na reversão da medida, agora enfrentam custos maiores ou precisam ajustar seus blends, enquanto especuladores reforçam posições. A proximidade do…
Fonte: Notícias Agrícolas Durante o 7º Fórum Café e Clima, realizado pela Cooxupé no dia 14 de agosto em Guaxupé/MG, especialistas discutiram os efeitos do clima nas lavouras e as previsões para as próximas safras. Safra atual teve atraso e queda na qualidade A safra de 2025 foi impactada por atraso na florada, devido à demora no retorno das chuvas, que só começaram em outubro de 2024. A falta de chuvas entre fevereiro e abril prejudicou a granação, comprometendo o peso e a densidade dos grãos. Segundo Guilherme Teixeira, da Cooxupé, o rendimento está baixo, exigindo mais volume colhido para o mesmo resultado final. Também foi registrada maior queda de chumbinho e aumento na proporção de grãos tipo moca. Previsões para 2026 apontam desafios Para 2026, o cenário é considerado difícil. A redução no crescimento dos ramos, causada pelo atraso das chuvas, diminuiu o potencial produtivo, especialmente em lavouras de sequeiro.…
Dados da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) mostram que, até 15 de julho, os grandes fundos aumentaram em 72,6% suas posições líquidas compradas em contratos futuros de café. O saldo passou de 15.708 para 27.115 posições líquidas compradas em uma semana. Nesse período, os fundos ampliaram suas posições compradas em 15.743 lotes e as vendidas em 4.335 lotes. A variação do contrato de setembro acompanhou o movimento e subiu 5,40 cents, passando de 291,95 para 297,35 cents por libra-peso. Ao mesmo tempo, o número total de contratos em aberto caiu 2,8%, de 198.899 para 193.389 lotes. As empresas comerciais também ajustaram suas posições. Elas reduziram em 41,7% suas posições líquidas vendidas, que caíram de 47.971 para 27.916. O número de posições compradas por essas empresas subiu de 55.221 para 76.271, enquanto as vendidas subiram ligeiramente para 104.187.
Após o anúncio do governo dos EUA de uma tarifa de 50% sobre as importações de produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, o mercado de café foi diretamente afetado. A medida coloca em risco US$ 2 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos, que em 2024 representaram cerca de 8,1 milhões de sacas — 18% das vendas totais do Brasil e 33% do volume importado pelos EUA. Importadores americanos suspenderam novas compras, aguardando uma definição nas negociações. Enquanto isso, traders correm para antecipar o desembarque de café nos EUA antes da tarifa começar a valer. Algumas cargas estão sendo desviadas de outros portos para chegar mais rápido aos Estados Unidos, e estoques localizados no Canadá e México estão sendo redirecionados. O Brasil é o principal fornecedor de café para o mercado americano, especialmente para as grandes indústrias e redes como Starbucks, Dunkin Donuts e Tim Hortons. O café…